quarta-feira, 20 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
domingo, 30 de julho de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
A DUALIDADE DO PENSAMENTO NO MUNDO.
Existem principalmente
duas características e modos de perceber o mundo, tendemos a dar importância à
convivência, ao sentimento, ou a aspectos estéticos aparentes e concebidos por
direitos e tradições.
Os faraós
egípcios para mostrar poder aos homens e aos deuses, mandaram construir as
pirâmides, para que assim tivessem regalias e direitos na terra e no céu. O
imperador Shah Jahan, mandou construir o mausoléu Taj Mahal, para homenagear
sua falecida esposa Mumtaz Mahal. Entre os motivos das duas construções, embora
em tempos e em culturas bastante diferentes, observamos uma fundamentada no
sentimento e a outra num grandioso egoísmo.
No mundo
moderno se destacam duas classes sociais, a burguesia e o proletariado. Segundo
Marx, o burguês é o detentor dos meios de produção capitalista (dos meios que
geram lucros) e o proletariado é o trabalhador que vende sua força de trabalho
(por não ter outra coisa para vender). Dessas duas classes apareceram duas ideologias
políticas (dois modos de pensar diferentes) nos países industrializados do
Ocidente: direita e esquerda. No Brasil, Mino Carta, divide em representantes
da Casa Grande e representantes da Senzala. Assim, podemos perceber que as pessoas
têm uma posição predominante para o lado de suas convicções.
Hoje
percebemos que o capitalismo depois de sofrer diversas crises mundiais, se reestruturou
e dividiu-se. Atualmente apareceram no sistema capitalista outros agentes que
não foram estudados por Marx. No topo da pirâmide temos um por cento, chamados de
donos do mundo, que possuem mais do que a riqueza dos 99% restantes da
população mundial; pouco abaixo temos os grandes políticos e meios de
comunicação; a classe média, sem uma definição própria, não possui identidade, mas,
por ter bons salários, não quer fazer parte da classe trabalhadora. Acredita
efetivamente fazer parte do mundo burguês, por isso é a grande propulsora da
ideologia dominante. Mas, como não possui os meios de produzir capital, depende
de um emprego, pode perdê-lo, e, portanto, não pode ser classe dominante. Por
fim, temos a classe trabalhadora e os desempregados completam e fecham o mundo
do capital.
O Brasil é uma
nação sem democracia, ou seja, onde os poderes não cumprem a sua função, ainda
não se formou como uma nação moderna, por isso, tem uma ideologia diferente. Os
políticos por serem financiados pelas empresas não têm compromisso com o povo;
os juristas por não serem eleitos pelo voto do povo e serem oriundos da classe
média alta, sentem defensores da ideologia da Casa Grande. A elite não é de
ideologia de direita porque não é nacionalista como nos países democráticos, é
entreguista, vende quase de graça as nossas riquezas. A corrupção corre solta,
mas é usada para encobrir interesses ainda maiores. No país não existe imprensa
popular livre, mas representantes da Casa Grande, que querem prender novamente
os trabalhadores na Senzala.
Apesar
de muitos terem saído ultimamente da linha da pobreza, continuamos sendo um
país que apresenta desigualdades sociais vergonhosas. É preciso que cubramos
novamente o país que foi descoberto em 1500, porque é deprimente deixar que
outros povos vejam tantas explorações e tantas maldades aplicadas sobre os humildes
que não podem se defender da escravidão (vela ou explicita), da ignorância
(educação caótica e destorcida), dos assassinatos (extermínios e genocídios), das
torturas praticadas pelo estado ( psicológica ou física
domingo, 9 de abril de 2017
sábado, 25 de março de 2017
MEMÓRIA E IMAGINAÇÃO
Nós seres
humanos somos compostos de uma essência que nos difere das outras espécies. E
é só isso que nos faz diferentes, nos dá talvez até com certo exagero, a impressão
de que somos perfeitos, ou poderemos atingir a perfeição. Uma ideia religiosa
que corrobora com esta convicção, é a de que fomos criados a imagem e semelhança do
Criador. Mas, uma constatação dramática da realidade humana é que só percebemos um mundo
tridimensional, ou seja, o passado, o presente e futuro. Tudo está num
determinado espaço, tempo e é resultado de determinadas causalidades. A
representação que nos aparece do mundo, tem uma perspectiva de profundidade,
largura e altura. Mas é só a representação do mundo que temos não o mundo, porque
o mundo em sua essência, não podemos conhece-lo.
Na verdade só
o passado é real, e mesmo assim é morto, já aconteceu e não pode ser
modificado. O presente é o agora, que estamos construindo e não sabemos o seu
resultado. O futuro é uma incógnita, um mistério, não podemos afirmar nem que
estaremos nele amanhã, porque poderemos estar mortos.
O que temos de
diferente dos animais? Digo agora: a memória e a imaginação. Assim podemos perceber e
compreender o nosso mundo. Com a memória podemos buscar na história um modelo
que na imaginação possa nos projetar para o que almejamos. Esse objetivo: um mundo
que acreditamos melhor, parte das impressões que temos do passado ao qual
recorremos. Para piorar a situação, não encontramos fatos reais na história,
apenas interpretações. Sempre falamos de uma perspectiva, ou de algum lugar, a
partir de valores que são mutantes com a cultura.
Ao mesmo tempo
em que a memória coloca o homem em uma posição superior ao animal, também é
para ele grilhões que o torna prisioneiro do passado. O animal esquece fatos
tristes, por isso, não carrega com ele tantos traumas como o homem.
Termino essa
nossa reflexão com uma frase de Nietzsche: o homem cria somente quando ama,
quando se banha na ilusão (eu diria imaginação) do amor, quer dizer, quando
acredita incondicionalmente em algo que seja justo e perfeito:.
sábado, 4 de março de 2017
A CIRCULAÇÃ DO DINHEIRO E A DESIGUALDADE NO BRASIL.
DESIGUALDADE SOCIAL
Está rolando pelas redes sociais uma historinha que é mais
ou menos assim: Um alemão chega a um Hotel e pede um quarto, a atendente cobra
R$ 100,00, ele entrega uma nota de cem, mas pede para ver o quarto, ela chama a
camareira e pede que o acompanhe ao quarto. Nesse momento chega uma notinha do
açougueiro de exatamente cem reais, a atendente quita a mesma com os R$ 100,00.
Recebendo a conta o açougueiro manda pagar R$ 100,00 ao eletricista que lhe
prestara um serviço. O eletricista passa no mercado e desconta da sua caderneta
de contas a quantia de R$ 100,00. Neste inteirinho, chega uma prostituta
cobrando ao dono do mercado R$ 100,00 de um serviço sexual, o que o faz transferir
a dita nota de cem reais àquela mulher. A prostituta que devia o hotel chega à
atendente para quitar o aluguel de um quarto no exato momento que o alemão não
mais quer o quarto, não gostou das acomodações. A atendente pega o dinheiro da
mão da prostituta e passa para o alemão. Conclusão todos quitaram suas contas
com o dinheiro do alemão.
O Japão era até a pouco tempo a segunda mais rica nação do
mundo, agora está em terceiro atrás apenas dos EUA e da China. Os japoneses fazem
o comércio ser bastante rotativos, aí está uma das razões do sucesso do seu
desenvolvimento econômico.
Na Grande Depressão de 29, o presidente americano Roosevelt
criou uma força tarefa para empregar pessoas sem nenhuma condição para
sobreviver à crise. A operação consistia em empregar trabalhadores para fazer
valas, ou seja, furar buracos. Depois de concluída aquela obra os funcionários
eram transferidos para outra operação e contratavam-se outros trabalhadores
para tampar aquele enorme buraco. O dinheiro circulava e todos eram
beneficiados.
A bolsa família também cumpre essa função, e como os
impostos de circulação de mercadoria são muito mais expressivos, ou seja, mais
caros do que outros impostos, o retorno que o governo recebe de volta costuma ser
maior do que o total despendido para as pessoas carentes. Neste país quem paga
impostos, quem verdadeiramente paga o “pato”, são as pessoas trabalhadoras. Os donos
dos meios de produção quase nada pagam, haja vista, a desigualdade imoral que
ocorre em nosso país. Os 6 “seis” brasileiros mais ricos detém o que tem a
metade da população mais pobre do nosso Brasil, ou seja, seis pessoas tem o mesmo
que 102 milhões (a metade) dos brasileiros.
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