segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SETEMBRO AMARELO

                                                                          

                                                                                A vida não vale nada, mas nada vale a vida.
                                                                                        ( Contribuição para a vida digna das pessoas
                                                                                         contra o ato extremo da fuga da própria vida)
                                                                                                                                     Professor: Doninho





        Só existimos quando nossa alma está ativa. A palavra alma vem do grego animos, o que tem vida. Muitas pessoas, em algum momento da vida, por não sentir dignidade partem para findar a própria vida. Ofuscadas pelo desespero, sem ajuda solidaria para lhe mostrar uma saída, não conseguem ver que o tempo pode mudar tudo. Todas as qualidades morais, e às vezes até doenças diagnosticadas como irreversíveis, ao final são curadas. Ser humano é sentir o que outro sente e ser desumano é não sentir nada pelo semelhante. Devemos sentir alegria, tristeza e o sofrimento do outro, somos seres empáticos. Só seremos completamente humanos e felizes quando todos os nossos “irmãos” estiverem vivendo com o mínimo de condição para uma vida digna.               

        Segundo Schopenhauer o mundo tem uma vontade: as pessoas possuem desejos e os astros se atraem e tendem a uma orbita específica, todos e tudo têm uma energia, ou desejo de acumular mais energia. Uma vontade de poder, que sempre leva a desavenças guerras, genocídios, assassinatos e todo tipo de maldade pensada e programada pelos homens.

       
O Brasil foi descoberto pelos portugueses, quando Cabral aqui se aportou, foi recebido por uma tribo de índios. O encontro entre os portugueses e os índios foi amistoso, natural e humano, o comandante preocupado em proteger as moças índias completamente nuas dos marinheiros. E os índios mesmo tendo crença diferente dos portugueses, os ajudaram a carregar e fincar no solo desta terra uma cruz para que fosse celebrada a primeira missa no Brasil. Essa harmonia foi quebrada quando a partir de 1530 começou a colonização daquele povo autóctone. A doutrinação e o extermínio dos que estorvavam a vontade de poder dos portugueses.

        Hoje o brasileiro que mais suicida é o índio, em alguns lugares como a cidade de São Gabriel da Cachoeira na Amazônia. A média é de 50 casos por 100 mil habitantes indígenas. Mas em todo o Brasil essa triste estatística está aumentando, principalmente entre os jovens e os idosos. O suicídio é uma morte evitável, podemos observar algumas características que pode dar sinal de alerta para interferir e ajudar quem está com esse sentimento de autodestruição. A mudança de humor, o isolamento; somos humanos e podemos dar uma mão que impeça que o nosso semelhante caia no poço.         

        Na instalação do golpe da República, declarada pelo Marechal Deodoro, foi criada a Bandeira brasileira republicana com palavras do positivismo francês de Augusto Comte: Amor por princípio, ordem por base e progresso por fim. A insensibilidade dos militares, como a do positivista Benjamin Constant decidiram tirar a palavra AMOR e deixaram ordem e progresso.

        As nossas crianças nascem sem preconceitos, mas a sociedade brasileira herdeira da Casa Grande, trata de criar e justificar todo tipo de preconceito com ideologias que enaltecem o
capitalismo desumano, que dá para quem tem e tira de quem não tem. Esse sistema prega a meritocracia e tira toda a solidariedade e responsabilidade das pessoas para os menos favorecidos, ou para os diferentes, os que estão fora do grupo. O bullying se tornou um instrumento de diversão para as crianças e adolescentes.

        Vamos combater esse mal, vamos resgatar o AMOR, a empatia. Vamos combater os psicopatas, os que só se preocupam com o seu próprio prazer. De cada 100 brasileiros quatro são psicopatas, sem sentimento e humanidade. A grande força do mundo é o amor. Amor é sentimento é uma força universal. Vamos fomentar a solidariedade e atiçar o amor para diminuirmos o índice de suicídio no Brasil.


sábado, 27 de maio de 2017

A DUALIDADE DO PENSAMENTO NO MUNDO.



        Existem principalmente duas características e modos de perceber o mundo, tendemos a dar importância à convivência, ao sentimento, ou a aspectos estéticos aparentes e concebidos por direitos e tradições.
        Os faraós egípcios para mostrar poder aos homens e aos deuses, mandaram construir as pirâmides, para que assim tivessem regalias e direitos na terra e no céu. O imperador Shah Jahan, mandou construir o mausoléu Taj Mahal, para homenagear sua falecida esposa Mumtaz Mahal. Entre os motivos das duas construções, embora em tempos e em culturas bastante diferentes, observamos uma fundamentada no sentimento e a outra num grandioso egoísmo.
        No mundo moderno se destacam duas classes sociais, a burguesia e o proletariado. Segundo Marx, o burguês é o detentor dos meios de produção capitalista (dos meios que geram lucros) e o proletariado é o trabalhador que vende sua força de trabalho (por não ter outra coisa para vender). Dessas duas classes apareceram duas ideologias políticas (dois modos de pensar diferentes) nos países industrializados do Ocidente: direita e esquerda. No Brasil, Mino Carta, divide em representantes da Casa Grande e representantes da Senzala. Assim, podemos perceber que as pessoas têm uma posição predominante para o lado de suas convicções.
        Hoje percebemos que o capitalismo depois de sofrer diversas crises mundiais, se reestruturou e dividiu-se. Atualmente apareceram no sistema capitalista outros agentes que não foram estudados por Marx. No topo da pirâmide temos um por cento, chamados de donos do mundo, que possuem mais do que a riqueza dos 99% restantes da população mundial; pouco abaixo temos os grandes políticos e meios de comunicação; a classe média, sem uma definição própria, não possui identidade, mas, por ter bons salários, não quer fazer parte da classe trabalhadora. Acredita efetivamente fazer parte do mundo burguês, por isso é a grande propulsora da ideologia dominante. Mas, como não possui os meios de produzir capital, depende de um emprego, pode perdê-lo, e, portanto, não pode ser classe dominante. Por fim, temos a classe trabalhadora e os desempregados completam e fecham o mundo do capital.
       
O Brasil é uma nação sem democracia, ou seja, onde os poderes não cumprem a sua função, ainda não se formou como uma nação moderna, por isso, tem uma ideologia diferente. Os políticos por serem financiados pelas empresas não têm compromisso com o povo; os juristas por não serem eleitos pelo voto do povo e serem oriundos da classe média alta, sentem defensores da ideologia da Casa Grande. A elite não é de ideologia de direita porque não é nacionalista como nos países democráticos, é entreguista, vende quase de graça as nossas riquezas. A corrupção corre solta, mas é usada para encobrir interesses ainda maiores. No país não existe imprensa popular livre, mas representantes da Casa Grande, que querem prender novamente os trabalhadores na Senzala.
        Apesar de muitos terem saído ultimamente da linha da pobreza, continuamos sendo um país que apresenta desigualdades sociais vergonhosas. É preciso que cubramos novamente o país que foi descoberto em 1500, porque é deprimente deixar que outros povos vejam tantas explorações e tantas maldades aplicadas sobre os humildes que não podem se defender da escravidão (vela ou explicita), da ignorância (educação caótica e destorcida), dos assassinatos (extermínios e genocídios), das torturas praticadas pelo estado ( psicológica ou física