Sabemos que as pessoas estão vivendo cada vez mais. Meu tataravô João Teodoro de Andrade viveu menos de sessenta (60) anos e já caducava ao falecer. A mulher mais velha do mundo fez hoje (05/03/2015) 117 anos. A japonesa Misao Okawa disse que o segredo da sua vida é dormir muito.
O fato é que quando nascemos sentimos as intempéries de viver: frio, calor e o bebê põe a boca no mundo. Vão aparecendo aos poucos outras dores e contrariedades. Outras dores vão surgindo, dor de barriga de ouvido. Não conseguindo fazer ou alcançar coisas a criança sente raiva e decepção. A vida se torna cheia de desejos irrealizáveis e vai por aí a fora.
Apesar de sofrida ninguém quer perder a vida. É a única que temos, pelo menos nesse momento. As alegrias são poucas, mas muito gratificantes. Caminhamos construindo relações e planejando melhorias para a nossa existência e a de quem gostamos e amamos. Somos únicos e isso nos parece muito importante. O mundo se torna cada vez menos fraterno, mais materialista e consumista. Mesmo assim sonhamos com o planeta melhor, cercado de solidariedade para receber os nossos descendentes. Como a um lutador ou um atleta sofremos, mas as vitórias têm um sabor imensurável. Viva a vida!
sexta-feira, 6 de março de 2015
SILENIO E A LONGIVIDADE
Conta a mitologia grega que havia um sátiro, chamado Silenio, que sabia o segredo da vida humana. O rei Minos mandou capturar esse sátiro que vivia na floresta para saber qual era esse segredo. Então Silenio lhe disse: antes não soubesses esse segredo rei, mas vou dizer. Pensou um pouco e continuou, a vida é pesada por demais nos ombros do homem, para suportá-la ele precisa dormir para recuperar forças, porque o peso da vida é excessivo e insuportável.

Sabemos que as pessoas estão vivendo cada vez mais. Meu tataravô João Teodoro de Andrade viveu menos de sessenta (60) anos e já caducava ao falecer. A mulher mais velha do mundo fez hoje (05/03/2015) 117 anos. A japonesa Misao Okawa disse que o segredo da sua vida é dormir muito.
O fato é que quando nascemos sentimos as intempéries de viver: frio, calor e o bebê põe a boca no mundo. Vão aparecendo aos poucos outras dores e contrariedades. Outras dores vão surgindo, dor de barriga de ouvido. Não conseguindo fazer ou alcançar coisas a criança sente raiva e decepção. A vida se torna cheia de desejos irrealizáveis e vai por aí a fora.
Apesar de sofrida ninguém quer perder a vida. É a única que temos, pelo menos nesse momento. As alegrias são poucas, mas muito gratificantes. Caminhamos construindo relações e planejando melhorias para a nossa existência e a de quem gostamos e amamos. Somos únicos e isso nos parece muito importante. O mundo se torna cada vez menos fraterno, mais materialista e consumista. Mesmo assim sonhamos com o planeta melhor, cercado de solidariedade para receber os nossos descendentes. Como a um lutador ou um atleta sofremos, mas as vitórias têm um sabor imensurável. Viva a vida!
Sabemos que as pessoas estão vivendo cada vez mais. Meu tataravô João Teodoro de Andrade viveu menos de sessenta (60) anos e já caducava ao falecer. A mulher mais velha do mundo fez hoje (05/03/2015) 117 anos. A japonesa Misao Okawa disse que o segredo da sua vida é dormir muito.
O fato é que quando nascemos sentimos as intempéries de viver: frio, calor e o bebê põe a boca no mundo. Vão aparecendo aos poucos outras dores e contrariedades. Outras dores vão surgindo, dor de barriga de ouvido. Não conseguindo fazer ou alcançar coisas a criança sente raiva e decepção. A vida se torna cheia de desejos irrealizáveis e vai por aí a fora.
Apesar de sofrida ninguém quer perder a vida. É a única que temos, pelo menos nesse momento. As alegrias são poucas, mas muito gratificantes. Caminhamos construindo relações e planejando melhorias para a nossa existência e a de quem gostamos e amamos. Somos únicos e isso nos parece muito importante. O mundo se torna cada vez menos fraterno, mais materialista e consumista. Mesmo assim sonhamos com o planeta melhor, cercado de solidariedade para receber os nossos descendentes. Como a um lutador ou um atleta sofremos, mas as vitórias têm um sabor imensurável. Viva a vida!
quarta-feira, 4 de março de 2015
AS QUATRO ESTAÇÕES DO ANO EM NOSSA VIDA
Nós homens e mulheres esquecemos que fazemos parte integral da natureza e que estamos sujeitos a todas as suas leis. A palavra que nos denomina “homens”, vem da derivação de húmus que significa terra fértil: “somos pó e ao pó retornaremos”. Podemos dividir nossas vidas em quatro estações, como as estações do ano.
A primeira é a Primavera – 23 de setembro a 21 de dezembro. Temperatura amena – tempo de flores. Na primeira estação da nossa vida somos criança como uma flor: bebes delicados e cheios de belezas. Estamos entrando na vida e aprendendo a viver fugindo da dor e do sofrimento.
A segunda é o Verão – 21 de dezembro a 21 de março. Tempo de frutas, dias quentes, chuvosos e longos. Época que representa a nossa juventude, estamos cheios de vigor físico e mental. Queremos mudar o mundo com as nossas ideias. Época de paixões revoluções e desencontros. Temos muita energia e pouco norte. A luz e o calor do Sol nos acendem o ânimo, mas o frio da água da chuva apaga nossas paixões momentaneamente. Época de amores e desencantos.
A terceira estação é o Outono – 21 de março a 21 de junho. Tempo de colheita. Dias e noites com a mesma duração, ou seja, 12 horas para o dia e 12 horas para a noite. Época de realizações em nossas vidas. Estamos mais equilibrados e conseguimos conter frente aos desejos e paixões. Época de guardar o que estamos colhendo em nossos celeiros, época de aquisições e poupanças. Época de receber os filhos. Estamos conscientes e amadurecidos, como as árvores perdem as folhas secas, nos homens os cabelos, alguns ficam ligeiramente calvos e outros carecas.
A quarta e última estação é o inverno – 21 de julho a 23 de setembro – tempo para hibernar. Dias curtos e noites longas. Os corpos cansados pedem cama, repouso e aconchego. Quando jovens subíamos a montanha da vida e não podíamos ver a morte do outro lado, mas agora na velhice sentimos a sua proximidade: as dores, a solidão e as doenças nos deixam vislumbrar a sua imagem escatológica. Se como a formiga trabalhamos muito durante a vida, construímos família e conquistamos amigos; então certamente estaremos protegidos do frio do inverno. Mas, se como a cigarra ficamos cantado glorias pelas árvores; certamente terminaremos as nossas vidas sós em algum asilo. Como a neve e a geada embranquecem a paisagem, os cabelos brancos dão a tonalidade para a nossa imagem. De duas uma, ou estaremos sentindo frio e solidão ou com a lareira acesa estaremos abraçados a netos filhos e amigos.
domingo, 14 de setembro de 2014
HISTÓRIAS DO PRATA: MEU PAI: JOÃO DO NEÓRCIO.
Meu pai, João do Neorcio (Neorcio, nome do meu avô) foi pra mim, meus irmãos e todos os que o conheceram uma figura muito especial. Todos nós o respeitávamos, mas achávamos muita graça dele e até hoje rimos muito quando lembramos o que ele dizia. Meu pai foi um homem muito humilde e honesto. Podemos dizer um ser com três Hs: homem, humilde e honesto. Com a morte da minha madrasta, a Lurdinha, uma morte muito triste, morreu queimada com a explosão de um botijão de gás. Meu pai morava sozinho em sua casa construída a poucos metros do pé da serra. Ali ele vivia cuidando dos seus bichos, domésticos e até bichos selvagens iam comer em suas mãos. Na sua juventude ele foi muito aventureiro, muitos se lembram de suas peripécias. Mas, isso é outros quinhentos, histórias que vamos relatar em outra oportunidade. Meu pai dava muito valor ao seu nome, João. É também o meu nome, João Donizeti. Uma vez chegou à beira da cerca de seu quintal um cavaleiro que disse assim: Seu Zé o senhor me dá umas laranjas. Meu pai, imediatamente disse: “não tenho lajanja para dar para ninguém não”. Kkk só porque o homem trocou o seu nome. A gente morria de rir. Ele gostava muito de assistir novelas na TV. Quando a gente chegava perto da casa, o ouvíamos discutindo com os personagens da novela: “eu falei que esse cara não prestaaava”. Quando acontecia algum acidente ou um acontecimento imprevisto, ele dizia: “eu falei, eu venho dizendo a muito tempo, mas ninguém me ouve”. Como aquela música do Raul que diz: “eu nasci a dez mil anos atrás. Hei Jesus Cristo o melhor que você faz é deixar o pai de lado, foge para morrer em paz... Depois do acontecido é fácil fazer prognósticos, não é mesmo? Kkk...
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
HISTÓRIAS DO PRATA: DOQUINHO.
Sou bacharel em história, trabalho com história oral e entendo o quanto a nossa memória é falha e muitas vezes mistura os fatos. Por isso, se o que digo não corresponde somente à verdade, me corrijam ou acrescente algo à nossa história. O Doquinho figura folclórica de nossa cidade morava na casa de sua irmã, Dona Dolores. Trazia uma altivez e a aparência alegre que agradava as crianças. Sempre de paletó, chapéu e com uma bengala que às vezes equilibrava nos lábios superiores para chamava a atenção dos presentes. Gostava de ficar transitando pelo antigo posto do Waltrudes, ou de cócoras em frente a Caixa-Econômica. Recebia muitos donativos, moedas ou notas que colocava nas duas capangas que trazia dependuradas no pescoço. Nunca gastava nada, as notas iam embolorando juntamente com guloseimas que ganhava. Sempre coletando lenhas que encontrava pelo caminho, ou seja, muitas vezes eram montes de algum morador.Seu maior martírio: “tomar banho”. . Às vezes precisava de quatro homens para ajudar no banho. Há, ia me esquecendo, ele gostava de ficar sentadinho (ele era pequenino) numa mesa ao fundo do meu bar, antigo Bar Brasa em frente à antiga Caixa-Econômica. Eu sempre o alimentava, mas ele fazia uma bagunça danada, derrubando pelo chão restos de comida que ele tentava colocar nas capangas. Nessa hora para ele ir embora eu lhe dizia: vou te dar um banho, você está muito sujo. Imediatamente ele se levantava e ia embora me xingando e esbravejando. Tivemos muitas outras figuras pitorescas no Prata como o Doquinho. Muitas saudade delas....
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
HISTÓRIAS DO PRATA: TIÉ E LAGARTIXA.
Eu abri ao lado do meu prédio uma porta, onde funcionava um boteco. Tinha ali, vários fregueses fiéis, um deles era o Tié encanador. Numa tarde foram chegando os fregueses, primeiro o falecido Ivam boracheiro, depois o Lucionei da patrola que trazia uma pequena lagartixa de plástico. O recinto era muito pequeno e todos gostavam de ficar em pé ao lado do balcão.Logo chegou o Tié e pediu uma cristal. Abri a garrafa e despejei a cerveja em seu copo. Depois que ele deu alguns goles, vi o momento em que o Lucionei depositou a lagartixa em seu copo.Ele me acenou para não contar e saiu em uma porta lateral para o quintal rindo juntamente com o sr.Ivam, que não podia se aguentar de tanto rir.Ficamos ali dentro do bar eu, o Tié e um outro freguês que trouxe um tiragosto de carne.O rapaz que a pouco chegara e não percebendo nada de anormal, oferecia ao Tié pedaços de carne. Cada mordida na carne era um gole da cerveja. Mas, a lagatixa ia até perto dos lábios do Tié e voltava quando ele depositava o copo no balcão.Isso ocorreu por diversas vezes até que num gole maior a lagatixa entrou em sua bôca. Ele cuspiu a lagartixa sobre o balcão. Peguei o réptil, joguei-o no lixo e disse olhando para cima:
deve ter caído desse telhado desforrado.Ele cuspia e gritava esse bicho tem cobreiro e pode me matar. Tentei acalmá-lo dizendo que era apenas uma lagartixa. Ele continuava cuspindo, dizendo que sua tia havia morrido de cobreiro de lagartixa e que eu era o culpado por não cuidar da higiêne do bar.Saiu do bar sem pagar a conta, esbravejando e me xingando.Mandei o Ivam e Lucionei atráz dele para acalá-lo. Ele estava em sua casa, mas já havia chamado a ambulância para socorrê-lo.Estava com a garganta arranhando e com vômitos. Só depois de muita conversa e de mostrarem a lagartixa de plástico foi que ele alcalmou. kkk
HISTÓRIAS do PRATA: CASA do JULIANO.
A 1°foto: Assistindo a copa na casa do Eduardo. 2°foto:Mas fizemos um grande bolão foi na casa do juliano, marido da minha filha Larissa. O bolão estava acumulado ja fazia três jogos porque ninguem apostava poucos gols para o Brasil e a quantia ia só aumentando. Naquele jogo todos queriam ganhar o bolão, por isso teve até dois apostadores que jogaram a fafor da Alemanha. Mas, apenas um magro 1 x 0 para a Alemanha.Quando começou o jogo e logo levamos um gol fui ao banheiro, quando voltei já tomavamos de 3. Aí foi só bola que entrava no Gol do Brasil. Galvão Bueno dizia:
Alá, outro gol, assim num dá?No final estavam todos com cara de quem comeu e não gostou, até eu. kkk
HISTÓRIAS DO PRATA: DONINHO e o FRANGO.
Naquela época eu tinha um mercado. Uma senhora chegou-se para mim e disse:
"Seu Doninho, o senhor tem frango?"Respondi:
Tenho sim!Abrindo o freezer constatei que havia um único e miudo frango. Peguei o franguinho e disse:
Olhe este.
"O senhor não tem outro maior?"Num insight, tive uma ideia brilhante, joguei-o novamente dentro do freezer, com a mão dei uma mexida, retirei-o novamente e disse:
Este parece maior.Ela simplesmente me disse:
"Vou ficar com os dois."KKK, Vaai Doninho...
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