A VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Estamos assistindo em nossa cidade uma onda de violência e abuso de autoridade por parte da polícia e outras autoridades. As blitz são realizadas de maneira constrangedora para os cidadãos que são revistados de maneira deseducada sob mira de armas “pesadas”. A violência nunca resolveu nada, as polícias mais brutas são as de menos competência. Em 1829, foi criada a mais competente polícia do mundo na Inglaterra, a Polícia Metropolitana de Londres, SCOTLAND YARD. Seus policiais usavam apenas um pequeno cassetete, e eram muito educados. Durante vários anos resolveram praticamente todos os crimes de Londres. Hoje infelizmente com o tal terrorismo perderam toda a sensibilidade e até já assassinaram o brasileiro Jean Charles de Menezes, 27 anos, no metrô. Os Estados Unidos tentam combater o que eles chamam de terrorismo com a repressão, com a guerra, tortura e os massacres. O resultado dessa violência é o aumento do ódio contra os norte-americanos e assim, novos atentados são premeditados.
No Prata temos assistido o aumento da repressão policial nas ruas e de violência dentro da cadeia. Isso é incompatível com a índole pacífica do pratense. Ouvimos recentemente o Sr. Vencesli fazer uma denúncia na Câmara dos vereadores pela rádio, contra os maus tratos sofrido pelo seu filho que foi alvejado e amarrado com cordas pelos policiais. As autoridades da nossa cidade estão fazendo “vistas grossas” a essas blitz violentas e aos maus tratos sofridos pelos presos nos cárceres, que mais parecem jaulas de animais. Não queremos defender o crime, mais um crime não justifica o outro. Estamos assistindo a inversão dos poderes porque quem deve julgar é o Judiciário. Quem está preso na nossa cadeia se tinha recuperação só vai adquirir mais violência para quando de lá sair praticá-la contra nós indefesos cidadãos.
Todos os especialistas sabem que a repressão não resolve crime nenhum, só transfere o problema. Os criminosos vão para outras cidades e depois voltam novamente. O que acaba com a droga e com o crime em geral é a educação de qualidade, famílias bem estruturadas e preparadas para terem filhos. O Estado deve ter maior participação na prevenção e nos programas sociais. A justiça deve ser mais bem aparelhada e preparada. Não chegamos ao exagero do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes que criticou as algemas usadas no ex-prefeito de São Paulo, Celso Pita envolvido em vários crimes. Mas, também não queremos aqueles que esperamos nos proteger cometerem abusos passando por cima da lei.

O QUARTO PODER.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Quando dom Pedro I outorgou a primeira Constituição brasileira, ele inventou o quarto poder, o poder moderador. Esse poder cabia ao imperador que podia decidir em favor do que ele entendia melhor, ou seja, era um poder muito forte.
O sistema político ocidental moderno é marcado pela divisão do antigo poder absolutista dos reis em três: legislativo, executivo e judiciário. O legislativo cria as leis, o executivo as executa e o judiciário zela pelo correto cumprimento das leis. Mas no Brasil ainda continuamos com o quarto poder, que foi assumido pelos meios de comunicação.
Fernando Collor era completamente desconhecido pela grande maioria da população brasileira quando foi apresentado pela mídia como caçador de marajás. Estava decidido, ele seria o presidente do país. Mas, Collor não satisfez o interesse dos meios de comunicação, que por isso resolveu destituí-lo do cargo, e para isso convocou os “caras- pintadas”. Assim durante toda a história do Brasil ”independente” tivemos as indústrias da informação trabalhando para o seu próprio interesse.
No meio do século passado Carlos Lacerda monopolizou os meios de comunicação do Rio de janeiro e assim conseguiu derrubar vários presidentes da República do Brasil. Para conseguir seu intento, Lacerda priorizava e distorcia os fatos. A mídia (palavra derivada de mediano e medíocre) pretende ser o quarto poder para dominar a massa acrítica ao seu bel prazer.
Existe no Brasil hoje uma corporação midiática que pretende continuar com o quarto poder nas mãos. Essa indústria da informação apresenta as notícias de modo parcial. Quando sai uma notícia de denúncia na Veja, ela é repetida várias vezes pelas emissoras de televisão e os deputados e senadores (legislativo) vão ao congresso com suas manchetes debaixo do braço. As chamadas CPIs (comissão parlamentar de inquérito) obedecem rigorosamente às denúncias apresentadas pelos jornais, deixando de preocupar com possíveis outras ilicitudes. Observa-se uma imensurável parcialidade que olha os fatos de uma perspectiva unilateral, sempre privilegiando determinados grupos políticos.
Se nós brasileiros quisermos uma democracia para todos, temos que acabar com o quarto poder. O julgamento méritoso dos fatos deve caber único e exclusivamente ao povo. A mídia deve cumprir seu papel informativo e imparcial. Não votamos no quarto poder, não autorizamos concessões dos meios de comunicação e temos dúvidas de como vão facilmente parar em determinadas mãos. Se quisermos uma verdadeira democracia no Brasil temos que também democratizar os meios de comunicações. Este modelo midiático é injusto e caótico, só contribui para a continuação da miséria e o crescimento da violência no nosso país. Aliás, é principalmente alimentado pela indústria da violência.

MINHA HISTÓRIA DE AMOR.

Já vivi nessa vida muitos amores
Trago o coração marcado de feridas
Mas, minha história começa agora
Sua luz fez sumir todos os dissabores

Olho nos seus olhos lindos de fada
Eles me mostram uma linda estrada
Nela vou à busca do paraíso perdido
Com você sou tudo, sem não sou nada

Seu olhar é um belo arco-íris
No fim existe um pote de ouro
Contigo vou escrever outra história
Ao final gozar com você no paraíso de Osíris.

SEU BEIJO.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Seu beijo quente é como o sol
Enche de luz meu caminho
Quando você me beija
Perco-me num desejo em caracol
Depois me encontro seguro
É seu corpo, não estou sozinho
O úmido dos meus lábios
Me trás um gosto de ameixa
E a lembrança dos seus, carminhos
Nessa desvairada paixão me encontro
E ao mesmo tempo me perco

Não me emporto, não quero saber
Se tenho de você carinho
Seu bejo me dá muito prazer
Me sinto em outro mundo
Quero seu beijo quente e louco
Me dá seus lábios meu amor
Não reprima essa paixão
Deixa esta desvairada loucura
Transmitir calor ao meu ser
Quando me dá sua boca
Nesse delírio só quero você.

O MEU SENTIMENTO.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O sentimento não tem nenhuma medida
O sentimento não olha as diferenças...
O sentimento vê apenas o seu desejado
O meu sentimento só vê você, amada

Quero-te, porque é preciso
Quero-te, não sei por quê
Só sei que te quero...
Quero-te, e isso me faz feliz

Vivo por esse amor
Esse amor me faz guerreiro
Vivo pela a esperança de ter você
Vivo apenas por esse objetivo
De ter você pra sempre comigo

É esse amor que me faz viver
E esse amor me dá esperanças
Não sei se será correspondido
Mas, vivo sempre na expectativa...
De acabar um dia essa ânsia

Não acredito poder viver sem você
Será que é impossível te convencer
Que te preciso e que te adoro tanto
Que o meu sentimento é verdadeiro
Bem maior do que a galáxia inteira

Esse sentimento imensurável
Faz-me grande e me faz pequeno
Embriaga-me como um entorpecente
Você me valsa a todo instante na mente
Mas, bebo sempre você meu doce veneno

A POLÍTICA HUMANA.

domingo, 8 de novembro de 2009

O ser humano sobreviveu a todas as intempéries e catástrofes até hoje, porque ele tem uma característica peculiar e própria, a solidariedade. Nos tempos remotos as pessoas precisavam viver em comunidades para se defenderem das feras que os atacavam constantemente. Era preciso que todos se associassem na defesa do grupo, ou, mesmo para matar animais para se alimentarem.
Tempos depois as pessoas criaram as cidades. Ali, se completavam as necessidades uns dos outros, alguns faziam o trabalho que outros não faziam, ou não sabiam fazer, mas que todos precisavam. Os médicos, os carpinteiros, os ferreiros, os religiosos, os vendedores, e assim por diante, dependendo das necessidades daquela sociedade em particular. O progresso e a estabilidade de uma cidade dependiam muito da sociabilidade dos seus habitantes. Alguns completavam o que faltava nos outros, como uma verdadeira fraternidade.
Agora as cidades cresceram, os homens se tornaram capitalistas, no sentido de estar o tempo todo pensando no dinheiro. “Será que vou conseguir pagar isso, ou, será que conseguirei o empréstimo para comprar aquilo, estou tendo lucro neste negócio, porque meu vizinho sempre compra um carro melhor do que o meu?”. Desde crianças aprendemos a competir nos jogos, nas paqueras, no vestibular, no primeiro emprego, na sobrevivência dentro da empresa. Isso tudo transformou a cooperação de outrora em competição particular e pessoal. No seu egoísmo o ser humano deixou a sua principal virtude par trás, a de ser humano. A indiferença cada vez maior em relação aos problemas dos outros, a vulgaridade das relações, que se transformaram o que se chamava de amizade em apenas relações frias e calculadas.
O interesse e o egoísmo conduzem as pessoas cada vez mais para o frívolo e paro o egoísmo. A violência aumenta cada vez mais, mesmo com a repressão do Estado. A corrupção brota e cresce como uma erva daninha nas instituições. A natureza é depredada em benefício do lucro fácil. Algumas vozes solitárias clamam por socorro, estamos indo num caminho que nos conduz diretamente para o precipício. Mas não são ouvidas, porque ninguém mais ouve o outro.

SEU CAMINHO.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As palmeiras e as margaridas
Todas estão muito vivas
Mas ficam mais belas
Quando você passa entre elas

Sua beleza transcendental
Como algo sobrenatural
Por onde andas contagia
Com a sua estética magia

Dita à natureza suas normas
O mundo todo se transforma
Como uma varinha de condão
Brilham as pedrinhas no chão

Quero seguir só pelo seu caminho
Nele encontro flores e passarinhos
O mundo todo me parece encantado
Ou será que estarei por ti enamorado?