O MEU SENTIMENTO.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O sentimento não tem nenhuma medida
O sentimento não olha as diferenças...
O sentimento vê apenas o seu desejado
O meu sentimento só vê você, amada

Quero-te, porque é preciso
Quero-te, não sei por quê
Só sei que te quero...
Quero-te, e isso me faz feliz

Vivo por esse amor
Esse amor me faz guerreiro
Vivo pela a esperança de ter você
Vivo apenas por esse objetivo
De ter você pra sempre comigo

É esse amor que me faz viver
E esse amor me dá esperanças
Não sei se será correspondido
Mas, vivo sempre na expectativa...
De acabar um dia essa ânsia

Não acredito poder viver sem você
Será que é impossível te convencer
Que te preciso e que te adoro tanto
Que o meu sentimento é verdadeiro
Bem maior do que a galáxia inteira

Esse sentimento imensurável
Faz-me grande e me faz pequeno
Embriaga-me como um entorpecente
Você me valsa a todo instante na mente
Mas, bebo sempre você meu doce veneno

A POLÍTICA HUMANA.

domingo, 8 de novembro de 2009

O ser humano sobreviveu a todas as intempéries e catástrofes até hoje, porque ele tem uma característica peculiar e própria, a solidariedade. Nos tempos remotos as pessoas precisavam viver em comunidades para se defenderem das feras que os atacavam constantemente. Era preciso que todos se associassem na defesa do grupo, ou, mesmo para matar animais para se alimentarem.
Tempos depois as pessoas criaram as cidades. Ali, se completavam as necessidades uns dos outros, alguns faziam o trabalho que outros não faziam, ou não sabiam fazer, mas que todos precisavam. Os médicos, os carpinteiros, os ferreiros, os religiosos, os vendedores, e assim por diante, dependendo das necessidades daquela sociedade em particular. O progresso e a estabilidade de uma cidade dependiam muito da sociabilidade dos seus habitantes. Alguns completavam o que faltava nos outros, como uma verdadeira fraternidade.
Agora as cidades cresceram, os homens se tornaram capitalistas, no sentido de estar o tempo todo pensando no dinheiro. “Será que vou conseguir pagar isso, ou, será que conseguirei o empréstimo para comprar aquilo, estou tendo lucro neste negócio, porque meu vizinho sempre compra um carro melhor do que o meu?”. Desde crianças aprendemos a competir nos jogos, nas paqueras, no vestibular, no primeiro emprego, na sobrevivência dentro da empresa. Isso tudo transformou a cooperação de outrora em competição particular e pessoal. No seu egoísmo o ser humano deixou a sua principal virtude par trás, a de ser humano. A indiferença cada vez maior em relação aos problemas dos outros, a vulgaridade das relações, que se transformaram o que se chamava de amizade em apenas relações frias e calculadas.
O interesse e o egoísmo conduzem as pessoas cada vez mais para o frívolo e paro o egoísmo. A violência aumenta cada vez mais, mesmo com a repressão do Estado. A corrupção brota e cresce como uma erva daninha nas instituições. A natureza é depredada em benefício do lucro fácil. Algumas vozes solitárias clamam por socorro, estamos indo num caminho que nos conduz diretamente para o precipício. Mas não são ouvidas, porque ninguém mais ouve o outro.

SEU CAMINHO.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As palmeiras e as margaridas
Todas estão muito vivas
Mas ficam mais belas
Quando você passa entre elas

Sua beleza transcendental
Como algo sobrenatural
Por onde andas contagia
Com a sua estética magia

Dita à natureza suas normas
O mundo todo se transforma
Como uma varinha de condão
Brilham as pedrinhas no chão

Quero seguir só pelo seu caminho
Nele encontro flores e passarinhos
O mundo todo me parece encantado
Ou será que estarei por ti enamorado?

COMO VOCÊ ME APARECEU.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

No meu peito esse amor aparece
Como alguém que surgiu do nada
Como a lua que saiu detrás do monte
Você chegou clareando a minha estrada

No meu peito esse amor se prenha
Como o instante no tempo se reproduz
Em cada suspiro brota um novo horizonte
Na minha mente sua imagem se multiplica e reluz

No meu peito esse amor se aquece
Como o sol do meio dia escaldante
Essa imagem se apresenta e reverbera
Preciso de você como o amado da amante

No meu peito esse amor enlouquece
Quero viver essa paixão enquanto fluir
Não devo e nem posso pensar em te perder
Algo em mim veementemente pede para existir

ABRAÇO DE SIMPLICIDADE.

domingo, 11 de outubro de 2009

Uma grande afeição é selada
No abraço de simplicidade
Sempre companheiros de caminhada
Morando no campo ou na cidade
Na amizade é que encontramos força
Para vencer mais uma jornada

Ter você como amigo
É ter no mundo felicidade
Nada poderia ser melhor
Do que saber que na sua amizade
Posso contar com os seus braços
Nos momentos de perigo

Essa vida efêmera e passageira
Deixa ir embora toda alegria
Tudo passou,o bom já se foi
Morreu a tarde em agonia
Só me resta agora seu abraço
E sua amizade verdadeira

COMENTÁRIO do LÍVRO: O PEQUENO PRÍNCIPE.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Pequeno Príncipe é uma história fabulosa. Assim como a parábola, a fábula é uma narração alegórica, que encerra verdades importantes e tem como objetivo passar ensinamentos morais de uma maneira lúdica. Os planetas encontrados na viagem do pequeno príncipe possuem moradores, ou seja, personagens com costumes e manias que nos fazem refletir sobre os comportamentos humanos. Mesmo que esses personagens nos sejam apresentados como bichos ou plantas, mas nos levam a julgar suas atitudes na historinha. Uns temos como simpáticos, outros patéticos e ainda outros como maldosos e arrogantes.
Quase todos nós quando crianças lemos e entendemos, à nossa maneira infantil, a historinha do Pequeno Príncipe. Hoje, quando voltarmos àquela leitura, encontramos uma outra história, que não havíamos percebido. Agora adultos encontramos verdades filosóficas. A trama narrativa das historinhas, da maneira que nos são apresentadas, propõe significados com tanta “profundidade” como se fosse um tratado de filosofia.
No início do livro o autor, Antore de Saint-Exupery pede desculpas às crianças para oferecer a história, à criança que existia dentro do adulto, seu amigo, Léon Werth. O adulto que não perdeu a capacidade imaginativa consegue “viajar” com o principezinho por planetas fabulosos. Albert Ainsten dizia que o mais importante não é a razão, mas sim a nossa capacidade de fantasiar. O principezinho numa frase singular mostra-nos a vantagem de deixarmos a nossa imaginação “viajar”: “Quando a gente anda para frente, não pode mesmo ir longe (...)” (III).
A personagem que narra a história percebe que sempre temos os nossos gostos e paixões, e que são subjetivos. Por isso quando não consegue desenhar um carneiro que seja do gosto do pequeno príncipe, desenha uma caixa onde supostamente haveria um carneiro. O pequeno príncipe imagina dentro da caixa um carneiro de sua preferência, e se a imaginação é dele, logo o carneiro também é seu. Aqui o autor faz uma analogia com a filosofia de Descartes:“A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ria, e queria um carneiro, é porque existe” (IV). Se Descartes pôde afirmar que “se penso existo”, se o principezinho quer um carneiro, ele também existe.
Esta fábula que nos parece tão infantil num primeiro momento. Numa leitura mais elaborada nos leva a reflexões filosóficas acerca da melhor maneira de se viver nesse mundo. Quais são os verdadeiros valores que o ser humano deve preterir e cultuar nele e nas outras pessoas. O principezinho refletindo sobre seu relacionamento com sua flor, afirma: ”Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras (...). (VIII). São nos atos que encontramos a verdadeira essência do outro, não nas suas palavras.
No pórtico do oráculo de Delfos estava escrito: “conheça a ti mesmo” Sócrates fez dessa frase a sua máxima preferida. O pequeno príncipe é nomeado pelo rei a ser seu ministro da justiça, como não havia ninguém para ser julgado, o rei determinou: “Tu julgarás a ti mesmo, respondeu o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio. (X). Conhecermos-nos, é fazer julgamentos dos nossos atos, das atitudes que tomamos frente aos problemas que nos são apresentados pela vida. Assim podemos aparar as arestas que por ventura pudermos perceber na nossa personalidade, para que nos tornemos cada vez mais aptos a viver nesse ou em qualquer “planeta”.



O capitalismo também é tratado nas historinhas do acendedor de lampião, que representa o trabalhador alienado e o homem de negócios, que representa o capitalismo insaciável. O capitalista quer sempre mais e pensa em privatizar tudo. Quer comprar todas as estrelas do céu para se tornar cada vez mais rico. Todas as coisas deixam de servir as necessidades naturais dos seres humanos para na mão do capitalista tornar mercadorias que possibilitam cada vez, e cada vez mais lucros. Até o conhecimento é privatizado pelo homem de negócios da historinha: “Quando tens uma ideia primeiro, tu a fazes registrar: ela é tua”. (XIII). (XIV). Acabamos por acostumar com o absurdo que são as regras do capitalismo, e às vezes não percebemos que não há fundamento nenhum em privatizar e fazer do conhecimento uma mercadoria que propicie lucros para os que o detém. A incoerência dos fatos narrados nos minúsculos planetas que o pequeno príncipe encontra em sua viagem, nos possibilita descobrir a vida absurda que vivemos em nosso próprio planeta.
O Pequeno príncipe nos faz refletir sobre o que é viver de verdade. Qual são as coisas mais importantes para se vivenciar no mundo. Porque somos tão pragmáticos, quais são realmente os verdadeiros valores humanos que deveríamos priorizar. Procura mostrar os riscos que corremos pela aventura: “a gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar... (XXV).” Quando adultos perdemos o foco do que realmente nos proporciona prazer: “Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente a toma... Elas são felizes... (XXII).” O poeta Pablo Neruda escreve no seu livro, Confesso que Vivi: “Se os poetas respondessem de verdade às indagações, revelariam o segredo: não há nada tão belo quanto perder tempo”. “__ Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. (...). Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. (...) Os homens esquecem essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas (...)”. Nesta última frase tão singela, a raposinha sintetiza todos os valores humanos. O amor resume toda a grandeza humana assim como a fala dele metamorfoseia o humano em desumano.
Para o Principezinho a morte não é motivo para tristeza. Montaigne considerava que estar pensando na morte é estar filosofando. O principezinho prevendo sua morte, diz para seu amigo olhar à noite o céu e contemplar as estrelas: “__ Quando olhardes o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir! (XXVI). O que realmente deveríamos valorar nos entes queridos é a lembrança agradável que temos deles não a sua ausência física, que resume em puro egoísmo de nossa parte. Quando choramos pela falta dos que partiram desse mundo, não estamos chorando por eles mais única e exclusivamente por nós mesmos.
Podemos finalizar esse comentário, conclamamos a todos que nos acompanharam até aqui, a fazerem novamente outra leitura do Pequeno Príncipe. Porque a viagem é muito pessoal, e cada um pode sentir novas emoções, e perceber nas aventuras, e nos passeios pelos pequenos planetas, verdades que não conseguimos perceber nessa nossa viagem.

LEMBRANÇAS SENSUAIS.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

As minhas palavras de amor
Acariciavam os seus ouvidos
inocentes
Arrepiavam os seus pelinhos
Os meus cicios indecentes

Aproveitamos muito esse fogo
ardente
Dessa paixão sempre
embriagadora
Hoje só resta a saudade
impostora

Agora sozinho sinto teu
aroma
Embriagado nessa essência esqueço
tudo
mais me perco nas lembranças
Sentindo sua pele de veludo

Meditando na noite triste e fria
Me martela na memória:
“nunca mais te terei”
Sei apenas que morro a cada instante
Lembrando o meu tempo de rei